Orçamentos
Você monta o orçamento, manda um link, e o cliente aprova ou recusa pelo celular dele — sem copiar e colar mensagem.
Para que serve
O carro chega na oficina. Você levanta o que precisa — peça e mão de obra —, soma, e manda para o cliente pelo WhatsApp. Até aqui isso era mensagem escrita à mão: item por item digitado, valor digitado, e o “pode fazer” voltando como um áudio que ninguém guarda.
Com esta tela você monta o orçamento uma vez, copia um link e cola na conversa. O cliente abre no celular, vê o que vai ser feito com o valor de cada linha, o total e até quando o preço vale — e responde ali mesmo, com o nome dele. A resposta aparece no seu painel com data e hora.
Montando o orçamento
Clique em Novo orçamento. O que você preenche:
- Cliente e veículo — os dois são opcionais. Quem chega com o carro na porta é orçado primeiro e cadastrado depois; a lista de veículos aparece depois que você escolhe o cliente.
- Itens — serviços (mão de obra) e peças/materiais, cada um com quantidade e valor unitário. O valor vem do seu cadastro como sugestão e você pode mudar: mão de obra é negociada, e peça tem preço que muda com o fornecedor.
- Vale até — a validade. Vem preenchida com 7 dias e você ajusta.
- Desconto no total — se houver.
- Anotação interna — fica só para você. O cliente não vê este campo.
O total aparece na hora, conforme você escolhe os itens. Ao salvar, o link já vai copiado para a área de transferência: é só colar na conversa.
Por que o orçamento tem prazo
Orçamento sem validade é preço que você é cobrado a honrar seis meses depois, com a peça já em outro patamar. Por isso todo orçamento tem uma data — o padrão é 7 dias, que é o prazo que dá para segurar quando o custo depende da tabela do fornecedor.
A data é editável, na criação e depois (botão Mudar validade), de hoje até 180 dias à frente. Quem trabalha só com mão de obra costuma esticar; quem depende de dólar encurta.
- “Vale até 14/09” quer dizer que o dia 14 inteiro ainda vale. Vence no dia 15.
- Orçamento vencido continua abrindo pelo link: o cliente vê os valores com o aviso de que o prazo passou, em vez de uma página de erro que parece defeito. O que ele não consegue mais é aprovar.
- Se o cliente aparecer depois do prazo e você quiser manter o preço, use Reabrir prazo e mande o mesmo link de novo.
O que o cliente vê — e o que ele não vê
Vê: o nome e o logo da sua empresa, o veículo (modelo e placa, quando o orçamento é de carro), cada serviço e cada peça com quantidade e valor, os subtotais, o desconto, o total, e até quando vale.
Não vê: o nome, o telefone, o e-mail nem o CPF de ninguém — inclusive dele mesmo. Não vê o que você pagou pela peça (o custo, e portanto a sua margem). Não vê a anotação interna. Não vê nada de nenhum outro orçamento nem de nenhum outro cliente.
Quem pode aprovar
Qualquer pessoa que tenha o link. Não existe login, não existe senha — e isso é a escolha, não um esquecimento: exigir cadastro do cliente para ele responder um orçamento é o mesmo atrito que fez a mensagem copiada e colada existir.
O que o sistema faz em troca:
- O endereço é um segredo. Não é o nome da sua empresa nem um número sequencial: é um código aleatório de 32 caracteres, gerado para aquele orçamento. Não há como adivinhar nem varrer.
- Quem responde assina. O nome é obrigatório, e fica gravado com a data e a hora. É o que você leva para a conversa se alguém depois disser que não autorizou.
- Uma resposta só. Depois de aprovado ou recusado, o link vira comprovante: mostra a resposta e não aceita outra.
- Você pode revogar. O botão Novo link gera outro código e derruba o antigo na hora — é a saída para “mandei para o contato errado” ou “o cliente reencaminhou para o grupo”.
Não pedimos uma segunda confirmação (os últimos dígitos do telefone, por exemplo) de propósito. Quatro dígitos são dez mil combinações — não chegam a ser segredo —, a oficina muitas vezes não tem o telefone certo do dono do carro, e travaria o caso mais comum de todos: a resposta que vem do celular de outra pessoa da casa.
A resposta no seu painel
Cada orçamento na lista mostra a situação em que está:
- Aguardando o cliente — mandado, sem resposta, dentro do prazo.
- Vencido — o prazo passou sem resposta.
- Aprovado — o cliente disse sim. Aparece quem aprovou, quando, e o recado que ele escreveu.
- Recusado — o cliente disse não, com o motivo quando ele escreveu. Esse motivo é a informação mais útil que este canal produz: “achei caro”, “vou fazer só a correia”, “vendi o carro”.
- Virou serviço — você já iniciou o trabalho.
- Cancelado — você desistiu dele.
Os dois cartões no topo somam o que está aguardando o cliente e o que está aprovado, a fazer — quanto de dinheiro está parado em cada fila. E a tela Hoje tem um bloco de orçamentos aguardando aprovação que leva direto para cá.
Do aprovado para a bancada
Orçamento aprovado não vira serviço automaticamente. O cliente aprovar não quer dizer que a peça chegou nem que tem box livre — e um serviço que aparece na fila sem ninguém poder começar só atrapalha.
Quando você estiver pronto, clique em Iniciar serviço. Aí o orçamento passa a ser um atendimento em andamento: aparece nas suas telas de operação, conta no faturamento quando for pago, gera comissão e pode virar nota fiscal. É nesse momento que a peça sai do estoque.
Enquanto está em “orçamento”, o valor não entra no seu faturamento nem em relatório de venda. Proposta que talvez nunca aconteça inflando o resultado do mês é pior que não ter o número.
Mudou o preço depois do sim? Precisa de nova aprovação
Esta é a regra mais importante desta tela, e ela existe por causa de uma conversa que ninguém quer ter: o cliente autorizou R$ 400, alguém mexeu no orçamento, e na hora de pagar o valor é R$ 700. Com a aprovação antiga na mão, a discussão é no balcão e não tem como ser vencida.
Por isso a aprovação fica presa ao que o cliente leu. Se o orçamento mudar depois do “sim”, o cartão passa a dizer Precisa de nova aprovação, mostrando quanto ele tinha autorizado e quanto está agora — e o botão Iniciar serviço não funciona até o cliente responder de novo.
O que conta como mudança: o valor de qualquer item, a quantidade, o desconto (do item ou do total), e acrescentar, tirar ou trocar uma peça ou um serviço.
O que não conta: a observação interna, quem vai executar, a duração estimada e a validade. Anotar “cliente deixa o carro terça” não derruba aprovação nenhuma.
Se você voltar o orçamento exatamente ao que era, a aprovação do cliente volta a valer sozinha. Ele autorizou aquela lista, letra por letra, e pedir o “sim” de novo para o mesmo texto seria burocracia sem sentido.
A mesma coisa vale ao contrário: se o cliente recusou e você baixou o preço, o orçamento volta a aguardar resposta e ele pode aprovar pelo mesmo link — sem você precisar montar tudo de novo.
O histórico das respostas
No cartão de qualquer orçamento que já foi respondido há o botão Ver histórico. Ele mostra, de cima para baixo, quem respondeu, quando, o que respondeu e por qual valor — e marca qual resposta é sobre o orçamento de agora e qual é de uma versão antiga.
Cancelar não apaga
Cancelar um orçamento o arquiva e derruba o link, mas não o remove: ele continua aparecendo com Todos. Isso é de propósito — o que você orçou e não fechou é a única medida de quantos orçamentos viram serviço, e apagar destruiria esse número.
Para reajustar um orçamento recusado você não precisa montar outro: mude o valor no mesmo e ele volta a aguardar resposta, pelo mesmo link. O histórico guarda as duas respostas — o preço que o cliente recusou e o que ele aceitou.
Quem mexe
Admin e gerente criam, editam, geram link e cancelam — quem monta o preço e assume o prazo é quem responde pelo negócio. Atendente e profissional veem a lista, porque vão ser perguntados pelo cliente se o orçamento já foi aprovado e não devem depender do dono para responder. Mas não mexem no valor.