Garantias e inspeções
Como o carro chegou, e o que foi prometido quando ele saiu.
Para que serve
São as duas conversas difíceis da oficina, e as duas se ganham com registro:
- "esse risco não estava aí quando eu deixei o carro" — a inspeção de entrada responde.
- "você me disse que tinha três meses de garantia" — a garantia emitida na venda responde, com as condições daquele dia.
A inspeção: o estado do carro quando ele chegou
Na chegada, alguém anda em volta do carro e marca o que já está quebrado: pneu careca, risco no para-choque, retrovisor trincado, nível do tanque, quilometragem. Cada parte olhada vira uma linha, e marcar "ok" também vale — dizer que a porta foi olhada e estava inteira é diferente de não ter olhado a porta.
Enquanto você está preenchendo, a inspeção é um rascunho e pode ser corrigida à vontade. Quando terminar, finalize. A partir daí ela não muda mais.
Parte marcada com desgaste, avaria ou faltando ganha o botão Fotografar, que abre a câmera do celular. A foto fica junto do achado e é a prova mais forte numa discussão sobre risco. Se o envio falhar, o achado continua preenchido e pode ser salvo sem foto. Depois de finalizada, a foto aparece como miniatura (toque para ampliar) e não pode mais ser trocada.
Quem registra é quem põe a mão no carro: o borracheiro e o atendente criam e editam inspeção. Apagar é só do dono e do gerente.
A garantia: o que foi prometido fica valendo
Em Garantias você define a política da casa: quantos dias, quantos quilômetros, o que está coberto e o que não está. Dá para ter uma regra geral da oficina e regras diferentes por serviço — alinhamento com 30 dias, troca de correia com 90, por exemplo. A regra do serviço vale sobre a geral.
Quando o atendimento é recebido no caixa, a garantia é emitida automaticamente para cada serviço executado, e com ela ficam gravados o prazo, o limite de quilômetros, o texto da cobertura e o hodômetro do dia da entrega.
Vale o contrário também: aumentar o prazo hoje não dá garantia maior para quem comprou antes. Cada venda carrega a promessa que foi feita nela.
A consulta de balcão: “este carro está em garantia?”
É o uso de todo dia, com o cliente na frente. Digite a placa (com ou sem traço, tanto faz) ou escolha o veículo, e a tela responde de uma vez: coberto ou não, até quando, até quantos quilômetros, o que cobre e o que exclui — sempre com as condições do dia da venda, não com a política de hoje.
Se o atendente souber a quilometragem de agora, digite: a conta de km passa a usar esse número em vez do último que a oficina anotou no cadastro do carro.
Placa que não está cadastrada nesta oficina devolve uma lista vazia, não um erro: é só um carro que ainda não passou por aqui.
Cancelar uma garantia
Uso indevido, sinistro, serviço refeito: às vezes a garantia precisa ser encerrada antes do prazo. Cancelar não apaga a linha — a garantia cancelada continua no histórico do carro, marcada como tal.
As duas travas da garantia
Uma garantia típica de oficina é "90 dias ou 5.000 km, o que vier primeiro". O sistema trata as duas:
- prazo — conta do dia da entrega. Quem chega no último dia está dentro.
- quilometragem — conta a partir do hodômetro registrado na entrega, não do zero do carro. Se você deixar o limite em branco, só o prazo vale.
Quem faz o quê
- Dono e gerente definem a política de garantia. É uma promessa financeira da empresa.
- Profissional e atendente consultam a garantia de um carro — precisam responder ao cliente que está na frente deles — e registram inspeção.
- Apagar inspeção ou política, e cancelar uma garantia vendida, é só do dono e do gerente.
Se a oficina ainda não configurou nada
Sem política cadastrada, nenhuma garantia é emitida. O sistema não inventa um prazo no seu lugar: quem promete garantia é você. Cadastre a política antes de fechar o primeiro atendimento que deva sair com garantia.